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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Em que mundo você quer viver os seus dias aqui na Terra?


Chafic Jbeili – www.chafic.com.br

Eu andava bem desiludido, triste, cabisbaixo, sem perspectivas e bastante amedrontado com a humanidade no mundo em que eu vivia até pouco tempo atrás aqui na Terra. Este mundo é habitado por traficantes sanguinários, políticos corruptos, autoridades pedófilas, policiais bandidos e reitores usurpadores, mestres oportunistas de professores que cometem toda sorte de assassinatos pedagógicos, seja por imperícia, negligência ou imprudência; gente, entre outros animais racionais, que gozam indevidamente a alcunha de seres humanos e cuja maior ambição é o próprio bem.

Neste mundo desolador, os lobos mostram suas caras confiantes na impunidade, enquanto outros lobos aprendizes se disfarçam de ovelhas. Lá habitam pomposos ex-governantes com sentimento de missão cumprida, pois suas lutas em favor do povo terminaram com os respectivos mandatos. Mundo este, onde também habitam pitbulls que estraçalham pessoas donas de outros pitbulls treinados para atacar os inimigos de seus donos, pois lá prevalecem os mais fortes e os mais espertos!

Foi então que resolvi mudar para um outro mundo, cheio de exemplos para me inspirar e recobrar a confiança em meus semelhantes e até em mim mesmo, enquanto pessoa.

Neste novo mundo eu me encontro motivado, inspirado, otimista, cheio de planos e de perspectivas para o futuro, pois me orgulho saber que piso o mesmo solo por anda o Chelsey, aquele piloto americano que percorreu o avião duas vezes antes de ser o último a abandonar a aeronave no Lago Hudson. Bravo herói que ao invés de boicotar aeroportos e colocar passageiros como reféns para reivindicar melhores salários, optou montar uma empresa de segurança aérea e agora a vida lhe deu a oportunidade de mostrar que é o melhor em sua profissão.

Neste novo mundo inspirador, também pisa o Antônio Conceição, aquele cobrador-educador daqui de Brasília, que montou uma biblioteca itinerante dentro do ônibus onde dá expediente e empresta livros de graça a quantos quiserem, sem exigir nada em troca, nem mesmo a devolução do próprio livro que empresta. Este mundo onde resolvi viver também habita o ex-vice-presidente dos EUA, Al Gore, cuja missão não terminou com o mandato de vice, nem com a mal sucedida candidatura a presidente, concorrendo com Bush. Al se engajou na luta pela “Verdade Inconveniente” sobre o aquecimento global, tendo conquistado o prêmio Nobel da paz em 2007.

É neste mundo que estou vivendo! Onde houve e ainda há habitantes ilustres, dos quais podemos ser testemunhas do esforço humanista, a exemplo de Freud, Jung, Ayrton Senna, Paulo Freire, Rubem Alves, Madre Tereza, Cora Coralina, Içamy Tiba, Augusto Cury, o piloto Chelsey e o cobrador Antônio Conceição, entre outros milhares de seres humanos de verdade, cuja maior ambição foi ou ainda é o bem do próximo. Mundo este, onde também habitou o George, um cachorro da raça jack russel, de apenas nove anos que bravamente lutou contra dois pitbulls para salvar a vida de cinco crianças que saíram ilesas do episódio, não fosse pela coragem deste cão herói, morto pela gravidade dos ferimentos.

Eu sei que os dois mundos estão no mesmo Planeta, infelizmente, mas quando leio jornais, revistas ou o noticiário da TV, seleciono as notícias sobre as pessoas do mundo em que escolhi viver e assim busco me inspirar para crescer e ser pelo menos a sombra de qualquer um deles, pois prefiro ser o menor do lado de cá, do que ser o maior do lado de lá! Foi assim que mudei de mundo e hoje vivo bem mais inspirado e otimista do que antes.

Se viver lá, ficará cego para as pessoas de cá e acabará esquecendo quem você realmente é. Mas, se viver aqui terá forças para tolerar as pessoas de lá, porque poderá, em cada oportunidade, ser também inspiração para alguém.

E você, em que mundo quer viver os seus dias?

Abraços,

Chafic Jbeili
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quarta-feira, 4 de junho de 2008

Supere o desânimo antes que ele supere você.


(Chafic Jbeili)

Pare de fazer planos para o seu dia a dia e comece a escrever o script da sua vida. Trate de incluir não apenas um final feliz, mas também um "meio" feliz nessa história. Seu dia a dia é o reflexo daquilo que você espera de toda sua vivência. Se seu dia, sua semana, seu mês e ano estão sempre confusos e atribulados é porque o roteiro de sua vida ainda não está bem definido em sua mente.

Sua vida é um filme onde você é a roteirista, a artista principal e ainda, se quiser, pode ser a diretora também ou escolher um. E então, que filme vai ser sua vida? Terror, aventura, comédia, romance ou que tal uma comédia-romântica daquelas estreladas por Julia Roberts e Richard Gere?! Quem serão os seus coadjuvantes? E quem você vai convidar para co-estrelar com você?

Como a grande maioria das pessoas você também deve ter os seus dias ruins. Nestes dias dá vontade de abandonar tudo: parentes, amigos, trabalho, sua mente, seu corpo e, às vezes, até sua vida. Contudo, se você não puder evitar os dias maus, procure fazer com que eles não te assustem tanto. Mantenha a serenidade, pois é apenas um dia e ele vai passar em algumas horas. É apenas mais um dia de “filmagens”.

Saia mentalmente do turbilhão que porventura você esteja vivendo e comece a pesquisar, refletir o que está acontecendo com você e, principalmente, busque respostas e soluções. Busque ajuda! Procure amigos, assistência religiosa séria, médicos, psiquiatras, psicólogos, psicanalistas ou até mesmo um advogado, mas procure um ou outro. Se procurar todos eles de uma só vez vai acabar causando mais confusão!

O importante é você decidir ficar do seu próprio lado e se dispor a resgatar o amor próprio e ajudar-se primeiro. Comece a compreender que ninguém, por mais capaz ou abençoado que seja, poderá fazer alguma coisa por você se você não fizer também.

Pessoas que optam por estratégias semelhantes as estas ficam menos tempo no vale sombrio da depressão, da melancolia e do desânimo. Elas rememoram o sentido de suas vidas mais rapidamente e ganham forças instantaneamente. Passam a gozar bem-estar e recobram, aos poucos, a qualidade de vida sabotada pelo sentimento de culpa.

A culpa é como uma sacola de pedras incômoda de carregar. Se porventura você estiver carregando uma, livre-se dela agora mesmo! Permita-se o alívio para suas dores e refrigério para sua alma.

Depois de algum tempo entendi que, como pessoa, não podia reter tamanha experiência de sucesso em um mundo que coopera, insistentemente, para desistirmos dele. Tive meus dias maus e agora tento compartilhar essas preciosas informações e auxiliar as pessoas que querem sair do papel de vítima e serem protagonistas de suas próprias vidas.

Chafic Jbeili tem formação em psicanálise clínica e pós-graduação em Ciências da Religião e Psicopedagogia clínica e institucional. É terapeuta iridologista. Com 10 anos de experiência, desenvolve palestras sobre educação, processos ensino-aprendizagem, família e saúde do professor.

Contato: chafic.jbeili@gmail.com | www.chafic.com.br

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Seja uma pessoa desentupida se quiser se sentir realizada!


Por Chafic Jbeili

Tenho refletido sobre a possibilidade de existência de certas regras ou sistematização de ações para a obtenção de sucesso e realização pessoal. Comecei por observar o perfil de homens e mulheres bem sucedidos e notadamente realizados. A tarefa me causou, a princípio, mais confusão do que organização das hipóteses que eu procurava comprovar. Acontece que vi pessoas simples, às vezes com pouca instrução e na maioria das vezes com uma renda mínima, suficiente apenas para sua sobrevivência, mas realizadas. Eram pessoas que sorriam com facilidade e mal sabiam o que eram depressão e angústia. Nem se lembravam quando foi a última crise de choro, o que me deixava ainda mais surpreso. Mas percebi também a existência de outras pessoas com perfil idêntico que não transpareciam gozar realização pessoal e, ao contrário, reclamavam compulsivamente. Suas palavras eram como que gemidos de dores imprecisas.

Também encontrei pessoas eruditas, ricas e abastadas. Algumas realizadas e outras bastante infelizes e frustradas. Então, concluí que ser simples ou não; ter pouco ou muito dinheiro; ser bem instruído ou não entender nada sobre bolsa de valores e aplicações financeiras não garantia nada a respeito de sucesso e realização pessoal. Mas então de onde vem a realização pessoal? Foi a pergunta que eu fazia aleatoriamente a qualquer pessoa. Aquelas que pareciam realizadas diziam vagamente que a realização vinha de dentro de si; outras mais religiosas diziam que era Jesus ou Deus, mas na verdade nem elas sabiam de onde vinha aquele regozijo e alegria de viver, pois não são poucas as pessoas que conheço que alegam ter Jesus no coração, mas o retêm só para si e, talvez por isso, não se sentiam plenamente realizadas. Logo, o fator religiosidade também não era o elemento deflagrador daquela sensação. Mas, o que era então?

Embora curioso, faltava em mim a vontade genuinamente científica para descobrir esse fenômeno, e a possibilidade de empreender uma pesquisa quantitativa estava cada vez mais distante em minha imaginação. A idéia era buscar intuitivamente um ponto comum entre as pessoas que gozavam realização pessoal e compartilhar tal descoberta. Foi então que um grande amigo, no meio de sua conversa, disse-me que “somos um canal de bênção na vida das pessoas”. Eureka! Esse parecia o ponto comum que eu procurava. O que ricos e pobres, doutos e leigos que transpareciam realização pessoal tinham em comum era exatamente isto: eram fluentes e efetivos canais de bênçãos na vida de outras pessoas. Eram bons provedores e bons companheiros. Eram caridosos e altruístas. Transbordavam, de alguma forma, generosidade. Não retinham o que possuíam.

Por silogismo hipotético, se para gozar realização na vida a pessoa precisa ser “canal fluente” de bênçãos ao próximo, logo, se a pessoa não goza de realização pessoal é porque provavelmente esteja “entupida”, retendo e impedindo que as bênçãos ou virtudes fluam por si e alcancem seu destino, ou seja, o próximo. Nada mais angustiante e insalubre do que algo entupido. Um cano, um canal, um rio, um bueiro ou uma pessoa “entupida” é sinal de paralisação, caos e insalubridade. Uma pessoa “entupida” é aquela pessoa que tem dó de oferecer algo ao seu próximo, quer reter tudo para si e em si. Ora, se reprimir é deter, conter uma idéia ou dom, frear um impulso ou uma vontade, então as pessoas reprimidas são como canais entupidos que transbordam sujeiras (suas queixas) e, assim, perdem a condição de serem canais de bênçãos. Não sendo canais de bênçãos, é natural que se sintam pesadas e até inúteis às outras pessoas, impedindo a concretização de sua realização pessoal, com base na premissa apresentada.

Minha leitura desse processo é que enquanto as pessoas não conseguirem, por algum motivo, descobrir e realizar aquela atividade que está latente em seus inconscientes, em geral relacionada com a vida infantil, então se entupirão na vida adulta com atividades paralelas e compensatórias, podendo não encontrar sentido em seus empregos, em seus relacionamentos e até mesmo em suas vidas, impedindo sua plena e satisfatória vivência. Dessa forma, o rancor, a inveja, o ciúme, a tristeza sem causa aparente e a infelicidade tornam-se potenciais sintomas desse eventual “entupimento” chamado repressão, ou seja, a impossibilidade de fluência de uma virtude, de um desejo ou de uma vontade reprimidos, contidos à força em um lugar obscuro da mente: o inconsciente, responsável, segundo Freud, por todo impulso dinâmico do homem.

Portanto, busque descobrir qual atividade eventualmente possa estar latente em seu inconsciente ao refletir sobre o tipo de afazeres lhe parece ser mais condizente com seus desejos mais remotos e profundos. Ao descobrir isso, o “desentupimento” será instantâneo e, acredito eu, o vislumbre da eminente realização pessoal lhe será indescritível. Me escreva para contar a experiência!

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