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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Caminhos para aprendizagem


Chafic Jbeili – www.chafic.com.br

Porque algumas pessoas aprendem mais rápido do que outras?
Porque algumas pessoas demonstram mais aptidão para aprendizagem?
Será que existe uma ponte entre as dificuldades e as facilidades da aprendizagem?
Será que há um caminho que pode ser trilhado por todos para alcançar o sucesso escolar ou acadêmico?
Eu digo que sim!

Em primeiro lugar é preciso desvencilhar-se da péssima tendência da comparação com o outro. A única comparação viável e aconselhável é com a própria pessoa em diferentes fases. Não se deve comparar Joãozinho com o Zezinho, mas o Joãozinho com ele mesmo e o Zezinho com ele mesmo. Aquela brincadeira do antes e depois em relação a si mesmo é muito bem vinda nesse caso, desde que haja disposição para avaliar construtivamente as causas que modificaram um estado anterior para um estado atual.

A comparação de qualquer natureza entre pessoas é uma tormenta tão perversa quanto imagino deva ser a própria condição do inferno.

Em segundo lugar é preciso observar as limitações irreversíveis que cada pessoa possui, entre elas, dificuldades ou debilidades nos órgãos do sentido que impedem a aprendizagem. Quanto às limitações variáveis, estas podem ser trabalhadas e as potencialidades ampliadas como é o caso da atenção e da memória, componentes essenciais para a compreensão e retenção de conteúdos essenciais ao aprender.

Em terceiro lugar é preciso compreender que o corpo é como uma máquina e precisa de combustível para funcionar. O combustível do corpo é o alimento. Alimentos ricos em fósforo, potássio, cálcio favorecem o funcionamento do cérebro e, por conseguinte a disposição para a aprendizagem. Crianças mal alimentadas e desnutridas dificilmente terão atenção e memória suficientes para compreender e reter qualquer conteúdo. O pouco do nutriente que lhe está disponível no corpo é para manter as funções primárias (coração, respiração etc) em funcionamento e, às vezes, mal consegue mantê-la em pé. Nota-se a disposição debilitada de crianças que já acordam cansadas e que pedem colo o tempo todo. Mal conseguem correr 20 metros e já estão exauridas. Não há energia sobrando para suprir de forma significativa as funções secundárias, tais como atenção e memória, por exemplo. Como poderão investir energia em aprendizagem?

Antes de lecionar qualquer conteúdo verifique se a pessoa está alimentada e descansada.

Em quarto lugar destaco o estado emocional. Crianças que vivem em ambientes com clima de medo e tensão possuem maior quantidade de adrenalina e cortisol no organismo. A adrenalina acelera o metabolismo do corpo para elevar a freqüência cardíaca e aumentar o fluxo sanguíneo nos músculos e, assim, deixar a pessoa preparada para fuga ou defesa. Esse processo gasta enorme quantidade de glicose e oxigênio, sendo que o cérebro desprovido destes dois componentes perde sua condição de consciência e racionalidade, operando por impulso e mantendo apenas o controle das funções primárias. Como poderão dispor de atenção concentrada na atividade de aprendizagem?

Antes de lecionar qualquer conteúdo, faça algum exercício de respiração com o aprendente e proceda alguma dinâmica de relaxação para que o cérebro retome seu estado de consciência e racionalidade.

Em quinto lugar, estando a criança alimentada e relaxada, utilize do lúdico para lecionar qualquer conteúdo, pois o componente emocional no processo ensino-aprendizagem é essencial para fixação de conteúdos significativos. Mesmo considerando as eventuais limitações que cada pessoa possui, aprenderá melhor e mais rápido aquele que estiver bem alimentado, com suas necessidades básicas saciadas, com baixos níveis de adrenalina e cortisol no organismo e que tenha a oportunidade de aprender brincando e brincar aprendendo.

Para aprender a pessoa precisa estar adequadamente alimentada, descansada, sem excesso de cortisol no organismo, sem excesso de adrenalina, protegida para errar à vontade e estimulada a manipular o conteúdo proposto de forma lúdica e divertida.

Para selar esse processo com parafina real e formar um ciclo vicioso produtivo ofereça reforço positivo ao comportamento esperado, elogiando os resultados (por mínimo que seja) e valorizando cada pequena conquista com demonstrações de afeto, carinho, reconhecimento e amor, muito amor! Estes são os caminhos para aprendizagem e não há quem resista, ainda que haja limites e limitações nas pessoas ou no fascinante processo ensino-aprendizagem.

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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Homens não abandonam mulheres, meninos sim!



Chafic Jbeili – www.chafic.com.br

Pode até ser que um homem de verdade se desvencilhe ou troque de parceira, mas abandonar nunca, jamais. Se abandonou a parceira, das duas uma, ou porque ainda não é homem de verdade (resolvido, maduro) ou porque regrediu à menino novamente.

Estes dias estive refletindo estatisticamente sobre as principais causas das queixas de algumas mulheres que conheci em tempos passados, muitas delas tendo se aventurado a pedir meus singelos conselhos. Não lembro de nenhuma cuja dor e lamento não tenham sido causados pelo abandono – literal ou figurado – de algum homem de suas vidas: pai, namorado, amigo, irmão, marido e até patrão, acredita?

Pois é, todas estas mulheres guerreiras, exemplos de mãe, de amiga, de profissional se martirizam por causa de homens que na verdade só se pareciam com homens, mas em suas essências ainda eram meros meninos imaturos, caçadores de pipa, em busca de colo, afeto e sexo. Cabras machos, até que um prenúncio de que uma pipa cortada nos céus está por cair sem destino certo e os fazem revelar quem realmente são: o menino que se apresentava como homem, agora larga o colo, o afeto e até a casa e vai em busca de sua pipa (seja ela qual for), sem perceber o estrago que está deixando para trás. Só mesmo menino para trocar algo tão sublime quanto o amor e a dedicação de uma mulher por uma pipa que cai desvairada do céu. Acordem colegas!

Com o fortalecimento da mulher em seus papéis sociais e a ampliação de seu raio de ação perpassando os limites da casa, das empresas, das nações, a mulher ganhou destaque por sua sutileza e inteligência associadas à sensibilidade. Enquanto isto, os homens estão se sentindo menos úteis do que eram no tempo da força bruta. A direção hidráulica e outros avanços fenomenais da engenharia moderna, em especial a informática está exigindo mais inteligência e coordenação motora fina do que força bruta e repetição por esforço de bíceps. Até a Idade Média, o homem que provia alimento comestível, agora, no Século XXI precisa prover seus dependentes com alimento emocional e afetivo, principalmente.

Até pouco tempo os homens eram vistos como o defensor e o provedor de sua família. Chegaram a criar, inclusive, o “marido de aluguel” como medida paliativa para combater a escassez de maridões, mas claro que a idéia não vingaria, pois o que as mulheres precisam não é de um idiota uniformizado trocando a carrapeta da torneira da cozinha. Elas precisam de alguém com sensibilidade compatível à velocidade e volume de informações, pensamentos e sentimentos processados por suas cabeças pensantes. Elas precisam de provimento emocional, afetivo, mais do que qualquer coisa. A mulher, de modo geral, está menos dependente, mas nunca esteve tão carente emocionalmente.

A maior lacuna da mulher moderna pode ser preenchida pelo homem gentil, acolhedor, compreensível, sincero e que a faça sentir viva, querida, amada, desejada e, sobretudo, compreendida em suas incompreensões íntimas, legítimas. Infelizmente, o grau de maturidade masculina parece demorar chegar neste patamar de produtividade afetiva. Por onde andam os don juans, perguntam elas! Os don juans estão presos e amordaçados pelo machismo. A pressão social os impedem desatar seus nós com a mesma facilidade das mulheres.

O menino que habita o adulto imaturo parece gostar tanto de sua infância que procura arrastá-la o maior tempo possível. Basta comparar o tempo que a bola de futebol e o videogame duram na vida de um homem e o tempo que as panelinhas e bonecas duram na vida de uma mulher. Não há nada de errado em ser criança, o problema nos homens está na baixa resistência emocional que têm em encarar os desafios da vida adulta, em especial, a vida a dois ou em família. Ao menor aperto o mecanismo de defesa do ego masculino entra em ação e o faz regredir a estágios anteriores mais confortáveis, fazendo-o se comportar como menino e, então, o homenzarrão corre para a casa dos pais, isto quando ainda os possui, ou se refugia na companhia dos amigos para jogar futebol (brincar de bola) e “tomar umas” (mamar) para amenizar a angústia que sofre.

Eu lamento muito esta situação de muitos colegas congêneres, mas se ao invés de bancarem ser o homem maduro que ainda não são, poderiam desenvolver melhor esta capacidade de lidar com as mulheres, em todos os sentidos. Não foi à toa que Freud afirmou haver o homem três missões durante sua vida: resolver seu complexo de Édipo; resolver sua masculinidade; e, resolver sua sexualidade.

Não é fácil muito menos impossível, eu mesmo sei disto, porém quando se alcançam estas missões, certamente se alcançará a maturidade necessária para que o menino se cale diante do homem e não cometa a estupidez de abandonar uma mulher! Como disse: Se abandonou a parceira, das duas uma, ou porque ainda não é homem de verdade (resolvido, maduro) ou porque regrediu à menino novamente.

Abraços,

Chafic
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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

O Homem do Cântaro!



Chafic Jbeili – www.chafic.com.br

Havia meses não chovia naquelas terras semiáridas do norte do Líbano.
Na climatologia, tais regiões recebem a classificação de clima mediterrânico, tipo C.
As chuvas ocorrem somente em dois ou no máximo quatro meses durante o ano.
Nos outros oito ou dez meses, o clima é quente e seco.

Apesar disto, um jovem ancião andava sempre com um cântaro sobre os seus ombros.
Ele percorria as ruas da cidade, de um lado para o outro e seu semblante era sempre alegre.
Seu humor era bom e estava sempre assobiando uma canção popular qualquer.
De vez em quando, o homem se silenciava e parecia estar falando com Deus.

As pessoas o achavam louco, pois sabiam que naquela região as chuvas tinham época certa e demorariam a chegar.
As crianças zombavam do homem, remedando-o pelas ruas, mas o jovem ancião nem ligava.
O cântaro estava sempre vazio, mas o homem não o abandonava nem um único momento.

Quando todos menos esperavam, surge numerosa caravana de beduínos, com dezenas de camelos carregados de tudo quanto se pode imaginar que alguém precise em uma viagem longa.

De repente o líder da caravana manda chamar o homem com o cântaro nos ombros e lhe pergunta:
- O que o senhor faz com este cântaro vazio nos ombros? Não vai chover tão cedo!
- Eu posso não saber o que faço com este cântaro em meus ombros, mas não posso ignorar a possibilidade de enchê-lo a qualquer momento, com qualquer coisa.
Contente com a sábia resposta, o líder beduíno ordena a seus súditos que tragam o camelo com barril abarrotado do mais nobre chá que se pode experimentar naquela região e mandou enchesse o cântaro do jovem ancião.

A caravana partiu e todos rodearam o homem do cântaro que começou a distribuir o delicioso chá.
Desde então, as pessoas andavam com um cântaro nos ombros e nunca mais o consideraram louco.

Moral da história:

Precisamos pensar como o homem do cântaro: Ao invés de olhar apenas para a realidade mais lógica (chuva só daqui a seis meses), é preciso acreditar também nas possibilidades remotas (a qualquer oportunidade eu encho meu cântaro). O jovem ancião manteve seu cântaro vazio sobre os ombros, pois acreditou que a qualquer momento, antes das chuvas, poderia encher o seu pote. E foi o que aconteceu!

Mantenha-se atenta e aberta para as possibilidades, pois nem sempre o que queremos ou precisamos vem de onde esperamos. Já que não se pode prever quando a chuva vem ou quando irá passar uma caravana de beduínos, a melhor opção é manter o cântaro vazio nos ombros, ou seja, se preparar e esperar a oportunidade surgir a qualquer momento!

Você está preparada para o que quer? O homem do cântaro estava!

Abraços,

Chafic
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domingo, 8 de fevereiro de 2009

Mudanças, às vezes dolorosas, porém necessárias.



Tema: Mércia Christiane Ferreira Lopes.
Texto: Chafic Jbeili

O tema muito bem sugerido pela colega Mércia, a meu entender, diz respeito aos desafios diários perante nossas escolhas, que têm o poder de provocar mudanças de condições e circunstâncias, como a agravante da possibilidade de dores emocionais. A responsabilidade e tensão aumentam na medida em que envolvem outras pessoas e sentimentos.

Ser responsável por uma mudança drástica pode doer bastante na alma quando há laços afetivos enraigados. Uma nova escolha sempre exige o rompimento de escolhas anteriores, as quais acreditávamos terem sido as melhores, até então.

Como se não bastassem as peripécias do ego para se virar com a angústia causada pela responsabilidade sobre nossas escolhas, ainda vem os sentimentos de medo e culpa produzirem, consequentemente, ansiedade. As mãos suam, o coração bate mais forte, a tensão aumenta e ficamos mais sensíveis às críticas. Não temos mais tanta certeza se fizemos o que era certo, pois a sensação é de que se tivéssemos acertado nas escolhas anteriores, talvez não precisássemos passar por novas escolhas.

Neste ponto a autoestima fica abalada em seus pilares. O mal estar é intenso e muitas vezes duradouro. Talvez nunca saibamos qual teria sido a melhor escolha ou quais mudanças teriam menos impacto na alma e na vida das pessoas envolvidas se, porventura, tivéssemos tomado decisão diferente daquela que optamos. Que agonia heim!

Pois bem, todos os dias fazemos escolhas e provocamos mudanças - das mais sutis às mais complexas - nas coisas, no ambiente e nas pessoas. Já que as inevitáveis escolhas são necessárias para que a roda da vida continue girando e, considerando que as mudanças provocadas são imprevisíveis, o melhor caminho é buscar a serenidade e o conselho para tomar decisões com a convicção de que, naquele momento, foi a melhor. O mundo gira e a fila tem que andar!

A mente tranqüila e serena, reforçada por eventual conselho de pessoas mais experientes, sempre tem melhores condições de assertividade do que a mente inquieta e sem apoio.

De acordo com especialistas, ao fazer escolhas que envolvam dinheiro ou bens materiais, o melhor é deixar prevalecer a razão. Quando as escolhas envolverem pessoas, sentimentos e emoções, o melhor é que predomine o amor. De qualquer forma, o equilíbrio entre racionalidade e amor deve dar o tom da sua escolha.

Contudo, a sabedoria milenar assevera que as escolhas devem ser feitas com amor e tranqüilidade, sabendo que pode até não ter sido a mais perfeita, mas com certeza foi a mais consciente e melhor intencionada de todas as escolhas que poderia ter optado. Seja lá qual for sua decisão, não a procrastine, exceto se perceber resquícios de raiva, ódio ou vingança. Nenhuma decisão tomada com um destes três elementos envolvidos pode ser produtiva, inclusive para você. Se errar, erre por causa de suas virtudes, não por causa de suas vicissitudes.

Por complementação, leia o texto intitulado “O fantástico poder da escolha”, publicado em Junho de 2008 no meu blog pessoal: http://chaficjbeili.blogspot.com

Abraços fraternos,

Chafic Jbeili
www.chafic.com.br

Como permanecer casada para sempre!



Chafic Jbeili – www.chafic.com.br

Zezé di Camargo brincou em público dizendo que “casamento deveria ter prazo de validade” e sugeriu dez anos. Evocando a teoria da relatividade, Vinícius de Moraes cantou sobre o amor: “Que não seja imortal, posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure...”.

Em primeiro lugar, quero dizer que não é qualquer relacionamento que se pode desejar manter para sempre. É preciso que tanto a situação quanto a pessoa devam ser realmente especiais ou pelo menos suportáveis, em um estado mínimo de harmonia, do contrário não valerá a pena eternizá-los, não é mesmo? Quem quer viver para sempre em uma situação de desrespeito e violência? Este é o limite máximo para o ponto de ruptura. Se não há abuso psicológico ou violência física, então há esperança para promover e ampliar a harmonia! O resto a gente dá um jeito e a primeira providência é fazer as pazes com o fator mudança e investir nas expectativas.

Aceite as mudanças para que haja expectativa de convivência consensual. O que esperava acontecesse com o príncipe que você conheceu e fez juras de amor eterno? Ele não é o mesmo e você também não é. Vocês mudaram! Estas mudanças, em geral, é que fazem os relacionamentos desandarem, pois as pessoas estão sempre dizendo “você não é mais o mesmo...” e perguntam: “Cadê aquela pessoa maravilhosa que eu conheci há tantos anos atrás?”. Era só tipo? A gatinha virou baleia, e o cavalheiro agora é um grosso estúpido e insensível?

Acontece que as pessoas mudam o tempo todo. Umas para melhor, outras para pior, mas ninguém permanece do mesmo tamanho, com o mesmo peso, aparência ou comportamento sempre. Algumas pessoas mudam mais em determinadas áreas da vida, outras menos. Há ainda aquelas que mudaram para pior e ficaram estagnadas a espera de sei lá o quê. Contudo, a verdade é que nem todo mundo permanece do mesmo jeitinho sempre e, como bem disse o filósofo Grego Heráclito: “A única constante na vida é a mudança”.

Não exija de si, nem de seu parceiro a permanência ou retorno a um estado ideal anterior, pois se isto é impossível aos mortos, imagine para os que estão vivos e pulsantes, com o sangue correndo pelas veias? Também não exija ou espere mudanças abruptas e instantâneas. Ainda não inventaram o homem-miojo, que fica pronto em três minutos! Cada um tem o seu ritmo idiossincrático.

Procure não se estressar por causa das inevitáveis mudanças, pois esta realidade com cara de problema, se reciclada com um pouquinho de sua habilidade feminina pode revolucionar seu casamento! É preciso fazer com o relacionamento mais ou menos como se faz para reaproveitar o arroz velho de ontem que virou o delicioso bolinho de hoje! Nova forma, novo tempero, nova textura! Ou quem sabe como aquela calça jeans desbotada e ultrapassada que depois de algumas manobras vira a jaqueta da hora!

Vai por mim, não tente mudar as pessoas, mas os momentos que vive com elas. Não há homem que resista ao charme de uma mulher criativa, compassiva e romântica. Esta habilidade nas mulheres de conseguir transformar coisas velhas e ultrapassadas em coisas novas e atraentes pode ser o caminho!

Renovação é a palavra chave aqui. Renovar não apenas as juras de amor ou a lua de mel; as roupas interiores; os locais que freqüentam juntos; mas, mudar de casa ou pelo menos os móveis da casa, mesmo que apenas de lugar se não puder comprar novos; renove (quase) tudo como faria se tivesse terminado o relacionamento e começado uma nova vida.

Desfaça das coisas sem maior importância e adquira coisas novas como se tivesse acabado de casar novamente e viva novos momentos. Faça as mesmas coisas de formas diferentes! Talvez este seja o segredo de se permanecer casada para sempre, sem os inconvenientes da mesmice cotidiana. Com raríssimas exceções e alguns casos bem especiais em que a separação é inevitável e até necessária, na maioria das vezes mudar de parceiro é variar de enigma. Também não é bom que fique só. A solidão é comprovadamente degenerativa.

Considere recomeçar novos momentos com o mesmo parceiro! Pense nisto! Seus filhos ou quem sabe até netos, adorarão assistir o seu (re)casamento ao vivo e freqüentar uma nova casa. Programe uma nova cerimônia de renovação dos votos. Faça isto a cada um, cinco ou dez anos, mas faça sempre, pois como seres humanos a renovação é prerrogativa de vida.

Para permanecer casada para sempre é preciso renovar o relacionamento o tempo todo. Retirar as acusações e cobranças. Injetar o que cada um precisa do outro. A mulher oferecer reconhecimento naquilo que o homem tem feito (mesmo que no momento seja insuficiente) e o homem injetar segurança e proteção para a mulher (mesmo que ela não precise). Não há nada que subsista em bom estado sem manutenção e renovação constantes. Do corpo às máquinas, das casas à natureza, tudo precisa ser renovado em ritmos e tempos particulares.

É a constante renovação das células, dos óvulos, das idéias, do esmalte, da escovinha, dos projetos de vida, do conhecimento, do jeitinho de falar e agir, entre outras fantásticas e infinitas particularidades da vida feminina que podem assegurar ou comprometer a longevidade dos relacionamentos. Não que a mulher seja a única responsável pela duração do casamento, longe disto, mas tenho razões para crer que a renovação da mulher provoca a renovação nos homens e da sociedade de modo geral. Alguém precisa chamar esta responsabilidade para si. E se o outro não faz ou não compartilha, então que seja você a primeira a dar um passo em busca daquilo que acredita e deseja para sua vida.

70% dos divórcios são pedidos pelas mulheres. As indústrias imobiliária, automobilística, estética, educacional e outras tantas, além do setor público judiciário já descobriram a interferência das mulheres na decisão familiar. Os milenares escritos sagrados defendem há séculos: A mulher é o baluarte (coluna de sustentação) do homem! Você ainda duvida da genuína força nas mulheres?

Separei outros dois textos interessantes sobre relacionamentos na sessão downloads em meu site www.chafic.com.br: 20 conselhos para um casamento feliz e o outro artigo é um famoso texto publicado na Revista Veja em 2005, intitulado “O Segredo do Casamento” de autoria do consultor por Harvard e articulista da Revista Veja, Stephen Kanitz. Vale a pena conferir!

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Cartilha sobre burnout em professores. Distribua!

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