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sábado, 17 de outubro de 2009

O sétimo pilar da autoestima: O amor!



O sétimo pilar da autoestima: O amor!

Prof. Chafic Jbeili – www.chafic.com.br

Talvez eu não seja a melhor pessoa para falar de amor. Este é um tema melhor abordado pelos poetas, pelos artistas, pelas mães, pelas mulheres de modo geral. Eles sim podem falar com mais propriedade e com maior eloquência do que eu. Mesmo assim, a despeito de minhas limitações, ousarei falar sobre o amor em função de sua implicação à estrutura da autoestima.

Há vários sentidos e aplicações para a palavra amor. Em todos os empregos e usos do termo o significado comum é o de querer bem e agir em favor de algo ou alguém. Tudo que se faz com plenitude de vontade e intensidade de alma, se diz que é feito com amor. Portanto, o mal feito é por si só isento de amor porque não é máximo, não é esforçado, não é bem quisto, antes é feito com má vontade, de qualquer jeito, obrigado e, por isto, livre do significante amor.

A referência filosófica do amor alude aos relatos de Platão quando compara este sentimento com a caça; como algo que se busca a todo esforço até que se obtenha aquilo que acredita não possuir. Daí chamar de amor platônico toda forma de amor que extrapola os limites do bom senso e aproxima-se do patológico.

Em Freud tem-se entendido o amor como a pulsão mais primária, o impulso de vida; também conhecido nos escritos psicanalíticos como Eros. Este alterna com Thanatos, o impulso de morte. Enquanto o primeiro constrói e edifica, o segundo destrói e corrompe. O pai da psicanálise sugeriu várias vezes e em todas as suas obras a força dessas pulsões sobre as atitudes conscientes e inconscientes de nosso viver.

Enfim, são muitas as referências sobre amor e não há espaço e tempo neste singelo texto para abordar todas elas. As que aqui se apresentam são suficientes para referenciar o que pretendo vincular com o tema proposto, ou seja, o sétimo pilar da autoestima.

Desta forma, tanto no âmbito religioso-espiritual, filosófico ou psicanalítico o emprego da palavra amor e suas variações semânticas sugerem tratar de uma força sem limites, intangível, venerável e poderosa ao ponto de fortalecer, revigorar e gerar vida. Em outras palavras, o amor é como as turbinas de um avião ou o motor de um carro. Sem eles nem um nem outro poderiam sair do estado estático.

é(Eh) neste sentido que o amor se aplica a autoestima como sétimo pilar, pois sem esta força propulsora nada nem ninguém poderão mover-se e muito menos transformar-se. Nenhum dos outros seis pilares poderiam se efetivar sem o sétimo. Só o impulso de vida – amor – é que pode fazer uma pessoa mudar de idéia, se arrumar, tomar atitudes mais condizentes com o autorespeito, a autoafirmação, a integridade pessoal, a prosperidade e a melhora pessoal em todos os sentidos aplicáveis.

Não se pode ver o amor, mas pode-se percebê-lo atuante quando as pessoas são compelidas a mudar e a fazer mudar qualquer coisa ou pessoa para um estado melhor, mais bem aprimorado.

Autoestima é a tradução literal do amor próprio. Cada qual tem sua autoestima na mesma proporção do amor que sente por si próprio. Assim fica fácil entender porque as pessoas se prejudicam e se matam entre si, pois cada qual ama o próximo como a si mesmo.

Aquilo que se faz ao outro é, em análise, aquilo que se deseja fazer a si mesmo, mas de uma forma velada. E o que se quer fazer veladamente a si mesmo é o límpido reflexo da consideração e amor que cada um nutre e mantém por si mesmo. Ninguém que desonra a si mesmo poderá ter o outro em honra.

Em outra perspectiva desta análise, pode-se entender as pessoas que nos agridem e nos machucam como praticantes de ação proporcional ao ódio e repúdio que elas sentem por elas mesmas. Só quem conhece e experimentou o amor pode amar. Aquele que não sabe e sequer provou desta força chamada amor, jamais poderá desejar ou fazer o bem a si mesmo, quem dirá ao próximo.

Viver sem se sentir amado é uma porta para a angústia e a depressão. Viver sem se sentir amado torna a vida muito mais dolorosa do que normalmente seria. Tudo fica mais difícil. Se relacionar fica mais difícil. Estudar, trabalhar, produzir fica quase impossível e então reina o impulso de morte, tornando as pessoas mais amargas, destrutivas, maldizentes e infelizes. O que esperar dessas pessoas?

Não há perspectiva de vida, de sucesso ou mesmo de futuro quando a pessoa não se sente amada, querida, desejada. Portanto, não basta dizer a uma pessoa que a ama ou usar sua linguagem de amor para acreditar que o outro está sendo amado. é necessário que o outro se sinta amado para que possa experimentar esta força que transforma e revitaliza qualquer pessoa que é agraciado por ela.

Nada pode ser mais sublime e produtivo para uma pessoa do que sentir-se amada pelo pai, pela mãe, por Deus, por qualquer alguém que lhe importa ou pela sociedade de uma forma geral. Os piores delinquentes, capazes das piores ações destrutivas e práticas antisociais são pessoas incapazes de sentir e experimentar o amor.

Esta incapacidade pode ser congênita, relacionada à micro lesões cerebrais que impedem o processamento de tal sentimento ou mesmo pela experiência do abandono, do descaso e do desprezo elaborados de forma peculiar em suas mentes a partir das ações e palavras de seus entes mais próximos, a partir do nascimento até algum momento de sua vida em que ocorre um insight negativo e passa a crer na idéia de que não é amado o suficiente, antes se sente indesejado e rejeitado. Eis a semente do mal, da criminalidade.

Ninguém rouba, mata ou destrói por amor, mas por ódio e revolta.

Como é saudável acreditar que Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu único Filho para que todo aquele que nEle crer tenha a vida eterna. Como é poderosa quando dita com sinceridade a frase “eu te amo”. Experimente dizer mais vezes eu te amo com as pessoas que você quer bem, mas comece dizendo a si mesmo(a) toda vez que se olhar no espelho pela primeira vez no dia. Contudo, nunca repita mais do que três vezes ao dia para não estimular eventual narcisismo!

As ações sociais de contenção da delinquência e repressão ao crime não deveriam se restringir a medidas socioeducativas e penais com base no Código Civil e na Constituição Federal apenas. Nada que se faça com base exclusivamente nas Leis e nas regras sociais poderá transformar o ódio de alguém em amor. Por isto as cadeias estarão sempre lotadas e os índices de criminalidade continuarão aumentando dia após dia. Ninguém pode se sentir amado com a aplicação da Lei.

Também não é o caso de distribuir bíblias aleatoriamente. Pois, ainda que eu falasse as línguas dos anjos se não houver amor, nada adiantará. é preciso se sentir amado e experimentar este sentimento.

E se alguém não se sente amado e, portanto, não experimenta o amor como poderá ter bem consolidado o seu amor próprio? Assim, terá invariavelmente comprometido todos os sete pilares da autoestima.

[nome], a melhor referência teórica de amor que eu conheço está no primeiro livro que o apóstolo Paulo escreveu aos Coríntios, registrado no Capítulo 13, versos 1 a 8 da Bíblia, como se segue:

“Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria. O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor nunca falha[...]”.

Um grande e fraterno abraço,

Prof. Chafic
www.chafic.com.br

Prof. Chafic Jbeili
Psicanalista e Psicopedagogo
Diretor e editor Chafic.com.br - www.chafic.com.br
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terça-feira, 17 de março de 2009

As cinco linguagens do Amor



por Chafic Jbeili - www.chafic.com.br

Já reparou como é crescente o número de pessoas que não se sentem amadas pelas pessoas que dizem amá-las? Porque será que isso acontece? Como pode tanto esforço não ser reconhecido pelo outro? Bem, é tudo questão de linguagens do amor.

Cada pessoa manifesta e recebe amor de um jeito muito particular. Não há uma linguagem universal do amor. Nem todos falam e escutam o mesmo dialeto do amor.

O dr. Gary Chapman identificou pelo menos cinco destas linguagens:

1-Palavras de afirmação: nesta linguagem é comum a pessoa expressar ou sentir amor por meio de elogios. Ela elogia porque quer também ser elogiada. Um elogio por dia pode ser suficiente para fazer crescer e sustentar um grande amor por décadas. Na maioria das vezes não é necessária nem uma frase completa, bastando uma mensagem no celular ou um bilhetinho no bolso com uma única palavra, como por exeplo: Delícia!

2-Tempo de Qualidade: aqui a pessoa privilegia o aspecto da atenção, do olho no olho. Ela larga tudo para dar atenção e para se sentir amada é necessário que o parceiro ou a parceira faça o mesmo. De futebol a novela que você preferir ao invés de dedicar alguns minutos de atenção pode fazer com que a pessoa se sinta "trocada" por estas coisas e então ficará com a sensação de que não é amada ou que é menos importante. Intorrompa algo que esteja fazendo, seja lá o que for e dedique uma troca de olhar...

3-Presentes: Esta é a linguagem mais comumente utilizada pelas crianças, mas também encontradas nos adultos que aprenderam ou preservaram este tipo de linguagem. As pessoas que utilizam desta linguagem para se sentirem amadas ou para expressar seu amor, devem ter sempre um presente, por mais singelo que seja, como protagonista de um encontro. Não é o valor do presente, mas o fato de ter pensado na pessoa e de ter lembrado dela de alguma forma. às vezes um botão de rosa ou um bombom já diz muito.

4-Atos de serviço: nesta quarta linguagem do amor, a pessoa sente que ama ou que é amada quando serve ao outro ou quando é servida pelo outro. Uma massagem, uma carona, buscar um copo de água, preparar uma refeição, ajeitar o cabelo, fazer um favor qualquer e ser solícita é também uma forma de dizer "eu te amo".

5-Toque físico: A carícia, o beijo, as mãos dadas, o andar abraçados é o cerne desta linguagem.

Porque os enamorados são sempre mais intensos e marcantes? Porque eles costumam ser poliglotas do amor. Usam todas as linguagens no jogo da conquista, mas depois que conquistam a pessoa amada, voltam a falar um único idioma e às vezes nenhum, deixando aquela sensação de vazio no coração de quem um dia foi galanteada(o)... que pena né!

Entende-se que quando o casal se limita nos uso das linguagens do amor para expressar o que sente pelo outro, nem sempre este outro se sentirá amado(a), pois pode ser que um utilize palavras de afirmação, mas o outro só se sentiria amado se a linguagem fosse de tempo de qualidade, compreende?

Quando Jesus esteve na casa de Lázaro, por exemplo, Marta e Maria usaram diferentes formas para expressar amor. Enquanto Maria dedicou tempo de qualidade a Jesus, tendo largado tudo para sentar aos pés de jesus e fazer "sala" para Ele, sua irmã Marta usou a linguagem de atos de serviço, tendo ido preparar algo para o mestre beber. As duas expressaram amor, mas cada uma a seu jeito.

Jesus utilizava de todas as linguagens com todas as pessoas, por isso, como ser humano, foi sempre muito intenso em suas relações afetivas com as pessoas.

Eu estou sempre observando as linguagens que cada pessoa utiliza para expressar seu amor, pois é esta mesma linguagem que quando utilizada a seu favor irá fazê-la se sentir amada.

é muito comum nos e-mails que recebo as pessoas retornarem com palavras de elogios (palavras de afirmação); outras oferecendo apoio (serviço); outras oferecendo textos, slides, livros (presentes); outras oferecendo beijos e abraços (toque físico) e outras oferecendo sua presença, ainda que online (tempo de qualidade). Eu fico extramamente feliz, pois percebo que cada qual expressa o seu carinho e sentimento de gratidão na linguagem de amor que conhece e utiliza, às vezes até inconscientemente.

Já pensou se usássemos o maior número de linguagens possíveis com as pessoas à nossa volta? Nossas relações seriam muito mais intensas...

E você, já descobriu qual a linguagem do amor que você utiliza? Como é que você tem dito "te amo" às pessoas?

Fica aí o convite para a reflexão!

Abraços,

Chafic Jbeili
Psicanalista e Psicopedagogo
CRPA-06/03-04 - ABMP-DF

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