Procure meus artigos por palavra-chave

domingo, 8 de fevereiro de 2009

A Jóia de Nossas Vidas!


Chafic Jbeili - www.chafic.com.br

Eu considero a mulher o ser humano mais fascinante que existe dentre todas as espécies.

Nós homens nascemos de uma mulher, somos cuidados na maior parte do tempo por uma mulher; na educação infantil somos instruídos (sobre tudo o que precisamos saber pelo resto da vida) por uma mulher; crescemos e nos apaixonamos por uma mulher, nos casamos com ela e fazemos de tudo para conquistar-lhe a admiração pelos nossos feitos.

Segundo a Bíblia, depois que Deus criou a luz, o céu, fez divisão entre terra e oceano, criou os animais, as plantas, as aves e, por penúltimo o homem, percebeu Deus que nada do que havia criado seria suficientemente capaz de fazer o homem se sentir feliz, completo e realizado, nem mesmo a sua presença. Faltava o toque da graça em toda Sua criação! Foi então que Deus teve a magnífica idéia de criar a mulher, para que o homem, apesar de estar no paraíso perfeito e na sublime companhia de Deus, mesmo com tudo isto, não se sentisse só e infeliz!

Os evolucionistas que me perdoem o teor criacionista de minha reflexão, ainda mais às vésperas dos 200 anos de Darwin, mas pensem comigo:

Não é porque sou homem e heterosexual que afirmo ser a mulher o ser mais fascinante que existe no mundo, mas porque acredito que a humanidade e o planeta Terra, não tivessem ao menos uma única mulher, seriam como o céu sem estrelas; o mar sem as marés; a lua sem suas fases; a internet sem computadores; um jardim palaciano sem flores... Tudo seria um nada, um vazio inóspito e sem graça, sem movimento e sem qualquer novidade. Um lugar que por mais perfeito que fosse ainda assim, sem a mulher, seria capaz de fazer-nos sentir infeliz, incompleto!

A mulher é o remédio homeopático mais poderoso e totalmente sem contra-indicações para todos os males do homem, inclusive a solidão. Isto é tão verdadeiro que não há nada que substitua uma mulher na vida de um homem, a não ser uma outra mulher!

Eu sou fascinado pelas mulheres de todas as raças, de todas as cores, de todos biotipos, de todas as culturas. Das mais pobres às mais ricas, das mais famosas às mais incógnitas. Das mais caladas às mais falantes. Das mais leigas às mais instruídas.

Nada me machuca mais do que ver uma mulher que não gosta de si mesma; que não se arruma; que não tenha um ritual de vaidade, por mais breve que seja. Nada me machuca mais do que pensar uma mulher que não se apronta e não ajeita o cabelo, nem que seja para dormir!

Esta declaração não é sublimação de perversão, pois se fosse não teria deixado passar dos limites do divã que frequento, posso lhe garantir!

Esta declaração é uma homenagem consciente à minha mãe, à minha esposa, às minhas filhas, à minha irmã, às minhas cunhadas, às minhas ex-chefes, às minhas ex-namoradas, às minhas alunas, às minhas amigas, colegas e à você também; ou porque é mulher, ou porque compartilha comigo a mesma opinião. Tanto faz!

É uma homenagem a todas mulheres da minha vida porque me fizeram admirá-las pelo esforço diário em me fazer feliz e me orientar a ser o aluno, o professor, o pai, o filho, o irmão e o marido que sou hoje.

Por isto, não pense em você mesma como gorda, magra, feia, desajeitada, estriada, flácida, cicatrizada, siliconada ou imperfeita. Ao contrário, pense que não fosse você, ainda que um homem estivesse no mais perfeito paraíso, conversando todos os dias cara a cara com Deus, ainda assim ele - o homem - se sentiria só, incompleto e infeliz (como pode?).

Por você mulher, homens de verdade constroem castelos; destroem cidades; conquistam reinos; trabalham dois, três turnos; roubam rosas; largam suas famílias de origem; constroem todos os tipos de monumentos, reais ou imaginários.

Por uma mulher, o imperador da Índia Shah Jahan mandou construir em memória de sua esposa, Aryumand Banu Begam, o Taj Mahal. Jahan chamava sua esposa de 'A Jóia de meu Palácio'.

Quando nós homens, seja lá em qual papel for, fazemos estrepolias para chamar sua atenção e consquistar seu coração é como se estivéssemos chamando-a: 'A Jóia da minha vida', porque é isto que vocês são! A jóia de nossas vidas!

Você mulher é o toque da Graça; a pitada de mestre com que Deus sabiamente temperou o mundo e a humanidade, depois de tê-lo criado com rios, serras, cachoeiras e toda beleza que conhecemos nas fotos e na TV.

Para o homem, nada nunca será o bastante sem a presença de uma mulher. Nem mesmo o paraíso ou a companhia de Deus!

Eu ainda vou escrever algo mais substancial sobre as mulheres. Isto foi só um mero devaneio, uma espécie de ensaio de tudo aquilo que penso sobre vocês, compartilhado nesta reflexão do dia!

Eu não sei onde irá ou com quem irá estar neste final de semana, mas apronte-se como 'A Jóia de nossas vidas' e tenha um excelente final de semana!

Chafic Jbeili
www.chafic.com.br

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Em que mundo você quer viver os seus dias aqui na Terra?


Chafic Jbeili – www.chafic.com.br

Eu andava bem desiludido, triste, cabisbaixo, sem perspectivas e bastante amedrontado com a humanidade no mundo em que eu vivia até pouco tempo atrás aqui na Terra. Este mundo é habitado por traficantes sanguinários, políticos corruptos, autoridades pedófilas, policiais bandidos e reitores usurpadores, mestres oportunistas de professores que cometem toda sorte de assassinatos pedagógicos, seja por imperícia, negligência ou imprudência; gente, entre outros animais racionais, que gozam indevidamente a alcunha de seres humanos e cuja maior ambição é o próprio bem.

Neste mundo desolador, os lobos mostram suas caras confiantes na impunidade, enquanto outros lobos aprendizes se disfarçam de ovelhas. Lá habitam pomposos ex-governantes com sentimento de missão cumprida, pois suas lutas em favor do povo terminaram com os respectivos mandatos. Mundo este, onde também habitam pitbulls que estraçalham pessoas donas de outros pitbulls treinados para atacar os inimigos de seus donos, pois lá prevalecem os mais fortes e os mais espertos!

Foi então que resolvi mudar para um outro mundo, cheio de exemplos para me inspirar e recobrar a confiança em meus semelhantes e até em mim mesmo, enquanto pessoa.

Neste novo mundo eu me encontro motivado, inspirado, otimista, cheio de planos e de perspectivas para o futuro, pois me orgulho saber que piso o mesmo solo por anda o Chelsey, aquele piloto americano que percorreu o avião duas vezes antes de ser o último a abandonar a aeronave no Lago Hudson. Bravo herói que ao invés de boicotar aeroportos e colocar passageiros como reféns para reivindicar melhores salários, optou montar uma empresa de segurança aérea e agora a vida lhe deu a oportunidade de mostrar que é o melhor em sua profissão.

Neste novo mundo inspirador, também pisa o Antônio Conceição, aquele cobrador-educador daqui de Brasília, que montou uma biblioteca itinerante dentro do ônibus onde dá expediente e empresta livros de graça a quantos quiserem, sem exigir nada em troca, nem mesmo a devolução do próprio livro que empresta. Este mundo onde resolvi viver também habita o ex-vice-presidente dos EUA, Al Gore, cuja missão não terminou com o mandato de vice, nem com a mal sucedida candidatura a presidente, concorrendo com Bush. Al se engajou na luta pela “Verdade Inconveniente” sobre o aquecimento global, tendo conquistado o prêmio Nobel da paz em 2007.

É neste mundo que estou vivendo! Onde houve e ainda há habitantes ilustres, dos quais podemos ser testemunhas do esforço humanista, a exemplo de Freud, Jung, Ayrton Senna, Paulo Freire, Rubem Alves, Madre Tereza, Cora Coralina, Içamy Tiba, Augusto Cury, o piloto Chelsey e o cobrador Antônio Conceição, entre outros milhares de seres humanos de verdade, cuja maior ambição foi ou ainda é o bem do próximo. Mundo este, onde também habitou o George, um cachorro da raça jack russel, de apenas nove anos que bravamente lutou contra dois pitbulls para salvar a vida de cinco crianças que saíram ilesas do episódio, não fosse pela coragem deste cão herói, morto pela gravidade dos ferimentos.

Eu sei que os dois mundos estão no mesmo Planeta, infelizmente, mas quando leio jornais, revistas ou o noticiário da TV, seleciono as notícias sobre as pessoas do mundo em que escolhi viver e assim busco me inspirar para crescer e ser pelo menos a sombra de qualquer um deles, pois prefiro ser o menor do lado de cá, do que ser o maior do lado de lá! Foi assim que mudei de mundo e hoje vivo bem mais inspirado e otimista do que antes.

Se viver lá, ficará cego para as pessoas de cá e acabará esquecendo quem você realmente é. Mas, se viver aqui terá forças para tolerar as pessoas de lá, porque poderá, em cada oportunidade, ser também inspiração para alguém.

E você, em que mundo quer viver os seus dias?

Abraços,

Chafic Jbeili
visite também: www.chafic.com.br

O presente que não se rasga a embalagem!


Chafic Jbeili - www.chafic.com.br

Este foi o primeiro Natal em 39 anos de minha vida que não ganhei um presente daqueles que a gente rasga o papel enfeitado. Não sei se esqueceram de mim ou se eu fiquei chato demais para poder fazer com que alguém sentisse vontade de me presentear... talvez seja a crise no mercado imobiliário internacional, sei lá! Não gostaria acreditar que papai Noel não se importa mais comigo.

Bem, foi com este pensamento que me levantei na manhã do dia 25 e não vi nada para com meu nome debaixo daquela cintilante e debochada árvore de natal. Decepcionado e sentindo como um menino esquecido por papai Noel, liguei a televisão e me assentei no sofá da sala como quem tenta voltar para a realidade adulta. Em formação reativa pensei: Que bobagem a minha, presentes de natal é coisa de menino, quem liga para isto?

Na TV passava alguns flashes de reportagens sobre inundações, desabrigados, pessoas perdidas, brigas em família, comemorações etc... Foi quando um sorriso me veio aos lábios e eu agradeci em silêncio: Deus, obrigado, pois minha casa está seca e aquecida, a geladeira abarrotada de comidas natalinas e frutas de todos os tamanhos e cores, as pessoas que amo estão bem confortáveis em seus aposentos e uma caixa de bombons Garoto transborda em minha mesa de café da manhã... Na noite anterior eu havia comido minhas duas sobremesas prediletas: Manjar de côco e pavê de amendoim...

Lembrei que há muitíssimo mais para eu agradecer do que pedir, pois dia a dia Deus nos agracia com presentes que não se rasgam as embalagens, mas que podemos vivenciá-los sutilmente. Enquanto falava com Deus, uma história de Fred Lloyd (O vôo dos gansos) me veio à mente. Se tiver com tempo e paciência, leia a seguir:

Dizia Fred em sua história:

Ontem observei uma enorme revoada de gansos batendo asas em direção ao sul com um pôr-do-sol panorâmico que coloria todo o céu durante alguns momentos.

Vi-os enquanto me apoiava contra a estátua do leão em frente ao Instituto de Artes de Chicago, onde eu estava observando as pessoas que faziam compras de Natal andando apressadas pela Avenida Michigan.

Quando baixei o olhar percebi que uma moradora de rua, parada a alguns metros de distância, também estivera observando os gansos. Nossos olhos se encontraram e nós sorrimos - reconhecendo silenciosamente o fato de que havíamos partilhado uma visão magnífica, um símbolo do misterioso esforço de sobrevivência.

Ouvi a senhora falar para si mesma enquanto se afastava desajeitadamente: Suas palavras "Deus me estraga com mimos", eram espantosas.

Será que a senhora, essa pária das ruas, estaria brincando? Não. Acredito que a visão dos gansos tenha quebrado, mesmo que por um breve momento, a dura realidade de sua própria luta. Percebi mais tarde que momentos como aquele a mantinham viva: era a forma através da qual ela sobrevivia à indignidade das ruas. Seu sorriso era real.

A visão dos gansos era seu presente de Natal. Era a prova de que Deus existia. Era tudo o que ela precisava. Eu a invejo. (Fred Lloyd Cochran).

E você? Quais os presentes que não se rasgam as embalagens que você tem ganhado?

Abraços fraternos,

Chafic Jbeili
visite também: www.chafic.com.br

Psicopedagogia e desestrutura sócio-familiar


Chafic Jbeili – www.chafic.com.br

Escrever sobre este tema foi mesmo desafiador. Vasculhei várias épocas da história e revirei algumas pesquisas que realizei anos atrás sobre algumas tradições culturais. Fiz uma revisão nos fundamentos do espírito democrático enfatizado na tese político-social do Barão de Montesquieu, por meio de sua obra “O espírito das leis”, pois suas idéias inspiraram a Revolução Francesa fazendo prevalecer em quase todos os sistemas governamentais os princípios do Estado de Direito Democrático.

Por incrível que pareça a mudança de Monarquia e Imperialismo para Democracia impactou as formas de governo das famílias na idade média e, desde então, o “Chefe” de família perdeu sua soberania patriarcal para o sistema de gestão familiar compartilhada, seguindo o novo modelo de governo de sua pátria.

No Estado Democrático, o poder foi dividido em três: executivo, legislativo e judiciário. Nas famílias também: Pai, mãe e filhos agora compartilham poderes e direitos iguais. Embora mais justo e ideal, a tripartição tanto do poder estatal quanto do poder familiar não deixa de ter seus efeitos colaterais, ainda mais quando há sobreposição de funções e papéis, como nos casos de famílias monoparentais.

Pelo menos agora há mais pessoas em quem colocar a culpa quando algo sai errado no Governo ou na família. Há mais possibilidades de justificativas quando governantes e pais não querem assumir responsabilidades, transferindo-as aos membros do próprio Governo ou da própria família e, variavelmente, até para os professores e sistema educacional.

Enfim, vários foram os fatores que ao longo da história abalaram e até os dias atuais continuam abalando as estruturas familiares. Desde mudanças climáticas, guerras, transição de governos, recessões, separações, disputas por terras e heranças, mortes, álcool, drogas, doenças, miséria, religião, bancarrota, modismos e até mesmo disparidades culturais entre cônjuges causaram e ainda causam, de alguma forma, impacto negativo na estrutura das famílias; de modo que não há como proteger cabalmente qualquer grupo familiar, nem eximí-lo de sofrer ataques do que quer que seja.

Por alguns instantes, no calor da reflexão, cheguei a pensar que a família estaria entrando em extinção. Mas não é bem isto! Na verdade, a família está sofrendo um processo de metamorfose e em algum momento se estabilizará em seus novos e variados formatos. Enquanto isto, não se pode exigir da família o que não se exigiria de uma criança em processo de desenvolvimento. Não se pode impedir mudanças, transformações, transmutações da célua familiar. A natureza humana sempre encontra um meio de se organizar no meio da bagunça, de forma que a vida é uma alternância entre caos e ordem.

Mas o que fazer com as crianças com dificuldades de aprendizagem e professores com dificuldades de ensinagem, enquanto estatísticas apontam a desestrutura familiar como principal causa do fracasso escolar?

Certa vez uma criança brincava na sala com seu quebra-cabeça geográfico. Ela já havia montado e desmontado várias vezes aquele brinquedo, cujo tema era o nosso lindo e grande planeta azul, girando suave no infinito Universo.

O pai, em seu dia de folga, se ofereceu para brincar com a criança e começou a encaixar as peças em processo contínuo de tentativa e erro. Depois de alguns momentos, o pai diz para o filho que parecia haver peças faltando. Foi quando a criança pegou as peças, virou uma a uma e em menos de um minuto montou todo o quebra cabeça, pelo verso. Desvirou tudo com cuidado e lá estava o Planeta Terra, perfeita e extraordinariamente montado. Boquiaberto, o pai pergunta ao filho como ele havia conseguido realizar aquela proeza, e o menino respondeu:

- Pai, é muito fácil! No verso tem a figura de um homem. Arrume primeiro o homem do lado de cá que o planeta se ajeitará automaticamente do lado de lá. Fantástico! Porque não havia pensado nisto antes?

Da história do quebra-cabeça podemos tirar pelo menos uma lição primordial sobre o papel do psicopedagogo no contexto da desestrutura familiar:

Devemos nos ocupar em “arrumar” o homem, a criança, o ser aprendente que nos chega para avaliações, antes de almejar inócuamente reestruturar sua família. Mesmo porque psicopedagogo não é terapeuta de família e, portanto, deve se limitar a orientar pais e responsáveis aos procedimentos necessários para potencializar e reforçar processos ensino-aprendizagem. Identificada necessidade de intervenção em outras especialidades, proceda encaminhamento a tantos profissionais quanto forem necessários, mantendo sempre o coração e a mente tranqüilos de que está fazendo o que é certo e adequado para a saúde de seu cliente.

Que outras lições você pode tirar da história?

Sabe-se que o psicopedagogo é o profissional multidisciplinar que diagnostica e intervém nas dificuldades e nas facilidades de aprendizagem ou ensinagem. Atua no campo clínico diretamente com pessoas detentoras de alguma queixa correlacionada ao processo ensino-aprendizagem; atua também junto às organizações no âmbito institucional. A psicopedagogia é a ciência da profilaxia e deve trabalhar preventivamente, antes que seja necessário intervir.

Na ótica da psicopedagogia institucional, o psicopedagogo precisa ser adepto da visão sistêmica e cuidar para que o contexto ensino-aprendizagem esteja carregado de valores e crenças que fortalecerão educandos, enquanto pessoas, e os prepararão para fortalecer suas famílias atuais e, principalmente, aquelas células familiares que eles irão formar ou integrar no futuro. A família é o reflexo de seus membros! Membros saudáveis, família saudável. Promova ações educacionais na escola que valorizam a família, as virtudes e o respeito mútuo.

À Educação também compete formar a pessoa para o exercício da cidadania, logo a Escola não pode se eximir da responsabilidade em lecionar valores sociais e isto não quer dizer que estará assumindo papéis que são prerrogativas de pais e mães. Aproveite toda oportunidade que tiver para transmitir valores morais e cívicos. Alguém alertou: "Eduque as crianças para que não seja preciso punir os homens". Eduque as crianças para que no futuro haja menos familias desestruturadas.

Não deixe falar mal de casamento, de igreja, de homens e mulheres. Por pior que eventualmente tenham sido suas experiências, estas instituições ainda permeiam nosso inconsciente coletivo e têem impacto direto sobre a qualidade da estrutura familiar.

Enquanto educadores e educacionistas que somos, defendemos a tese de que somente a Educação pode mudar a condição social do homem e transformá-lo em uma pessoa melhor preparada para a vida, mas o que estamos fazendo para provocar esta transformação? Lecionando disciplinas curriculares isentas de teor moral, sob a desculpa de que este é o papel da família? Formamos exímios pedagogos, matemáticos, engenheiros, advogados, médicos, psicopedagogos, mas esquecemos o cidadão, a pessoa que vem antes do pedagogo, do matemático, do engenheiro, do advogado, do médico, do policial, do político...

Cada educando passa em média 14 anos de sua vida em instituições escolares e acadêmicas. Assim, cada educador e cada psicopedagogo, entre outros tantos profissionais que estão na Área da Educação lidando com aprendentes oriundos de todos os tipos de famílias, devem primar por incluir valores morais em suas ações didáticas, pedagógicas ou interventivas.

Se crianças estão crescendo sem referências adequadas em suas células familiares desestruturadas, que não seja a Escola, nem professores que as privarão de tais referenciais, tão imprescindíveis para a estruturação e formação do cidadão de bem e, por conseguinte, das famílias adequadamente estruturadas e preparadas para influenciar positivamente seus membros.

visite também: www.chafic.com.br

A genuína força nas mulheres

Chafic Jbeili - www.chafic.com.br

É incrível como as mulheres superam suas dificuldades e desafios de forma mais engendrada, silenciosa, produtiva, eficaz e duradoura do que os homens. E olha que não sou feminista nem machista, sou realista!

Há algum tempo eu ouvi dizer que nenhum homem suportaria vivo a dor de um parto. Esta afirmação me deixou curioso e fui pesquisar um pouco mais sobre a extraordinária força que há nas mulheres. Descobri muitas coisas interessantes que só me deixaram ainda mais fascinado por elas.

Eu já sabia que as mulheres têm mais neurônios do que os homens e talvez isto explique algumas coisas fantásticas no gênero feminino como, por exemplo, sua inteligência social, o sexto sentido, a sensibilidade aflorada e a grandeza humana, muitas vezes tão pouco explorados pelas mais jovens.

Eu li que se o mundo fosse governado por mulheres talvez não houvesse guerra, pois uma mulher não mandaria seus filhos para o campo de batalha e o mundo seria bem melhor para se viver. Elas argumentariam e fechariam grandes acordos, como as líderes mundiais da atualidade têm feito no âmbito governamental, militar, setor privado e ONG’s.

Assisti no Discovery Chanel que um dos maiores Faraós que o Egito conheceu por sua exímia administração de recursos, realização de grandes obras e gestão de pessoas era uma mulher.

Eu assisti um filme de faroeste onde o Xerife visitava uma velha amiga que estava enferma havia alguns meses e ele ficou perplexo ao ver a casa com as plantas mal cuidadas, poeira nos móveis, teias de aranha pelos cantos e tapetes sujos. Então ele soltou uma pérola: “Quando uma mulher adoece, sua casa adoece junto”, demonstrando assim como a salubridade e a manutenção da vida são íntimos ao gênero feminino e quão dependente nós homens somos delas.

Participei de uma tese em Teologia defendendo a importância da mulher para o crescimento da Igreja cristã e do cristianismo de um modo geral. A conclusão foi que se não fosse pelas mulheres da Bíblia tais como Lídia, Marta, Maria mãe de Jesus, Maria Madalena, entre outras tantas que sustentavam e zelavam por Jesus e pelos evangelistas, além de abrirem suas casas para acolher os novos convertidos nos cultos domésticos, dificilmente a Igreja cristã teria atravessado vinte séculos e se tornado uma das maiores religiões do planeta.
A Bíblia diz que na mulher reside o poder de edificar ou destruir o lar quando afirma no livro de Provérbios que “a mulher sábia edifica a sua casa, mas a tola a destrói com as próprias mãos”.

A história nos conta que as revoluções empreendidas por mulheres sempre foram mais produtivas e proveitosas para toda a humanidade do que as revoluções empreendidas pelos homens, que geralmente acabavam em atrocidades e destruições irreparáveis e grandes prejuízos humanitários e econômicos.

Observando algumas crianças brincando não é difícil perceber que o grupo das meninas está cuidando de seus bebês e preparando o alimento, enquanto os garotos disputam quem tem a espada mais poderosa, o carro mais veloz ou quem cospe mais longe. Quem você pensa ter mais futuro em um Estado democrático de sistema capitalista? Quem tem espírito cooperativo nato como as meninas ou quem tem espírito competitivo e territorial como os meninos? Quem sabe lidar com pessoas e aprendeu administrar conflitos ou quem corre mais e sabe cuspir mais longe? Não tenho medo de afirmar que à mulher pertence o futuro.

Lembrei-me da história de Mary Silver (1946) contada por Bonney Sheperd: Mary foi ameaçada de morte pelo marido alcoólatra e privada de ver seus quatro filhos caso voltasse a entrar na casa onde viveu aterrorizada por aproximadamente oito anos. Seu esposo disse que mataria os filhos um a um em cada tentativa de retorno dela. Mary que equivocadamente se achava fraca e impotente decidiu ir embora apenas com a roupa do corpo para não ver seus filhos mortos. Dotada de habilidades matemáticas tornou-se contadora de uma grande empresa. Tempos depois comprou uma casa e retomou a guarda de seus filhos, tornado-se exemplo para muitas mulheres “mães solteiras” de sua época e símbolo do que seria a mulher moderna: Mais batalhadora e menos dependente.

Se você é mulher e tem um grande problema a administrar, então as estatísticas e a história dizem que você tem tudo para transformar este problema em uma grande oportunidade de vitória, aprendizado e exemplo para si e para outras pessoas, inclusive mulheres.

Um homem para se tornar grande precisa de uma grande mulher ao seu lado, mas uma mulher para se tornar grande só precisa manter a sua fé em Deus e acreditar em si mesma. Lembre-se que há muito se ouve: “Ao lado de um grande homem há sempre uma grande mulher”, nunca o contrário.

Como sou grato às mulheres da minha vida: minha mãe, esposa, filhas, irmã, tias, primas, amigas, professoras, alunas e você leitora de minhas singelas mensagens. Como sou grato a você que tanto me incentiva e me motiva com seu retorno contendo palavras de apreço e valorização de meu trabalho. Como é bom atravessar a madrugada escrevendo algumas verdades sobre você, sabendo que irá ler logo pela manhã quando abrir seu e-mail. Eu sou muito grato a você, pois sua força e sensibilidade me dão ânimo para continuar fazendo o que faço, cada vez melhor.

Se você é mulher e eventualmente duvida de sua força, saiba que uma das mais célebres primeira-dama dos Estados Unidos, Eleanor Roosevelt, afirmou: “As mulheres são como saquinhos de chá: não se sabe sua força até serem jogadas em água quente”.
Portanto, aproveite a água quente para conhecer e mostrar a sua genuína força, pois superar desafios e dar a volta por cima é o seu natural, acredite!

Cartilha sobre burnout em professores. Distribua!

Qual assunto te interessa mais?